terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Vencendo as barreiras da Implantação da
 Gestão de Inovação

Frequentemente notamos nos processos de sugestões de ideias em empresas, as dificuldades que podem causar alguma distorção de comunicação entre o Criador da sugestão e a Administração da empresa, ligada a apresentação da ideia. Isto ocorre por que  empresários são pessoas de negócios. Seu vocabulário e foco estão direcionados para:

Como perpetuar o empreendimento?
Como construir  parceria com benefícios mútuos?
Como reduzir custos de produção para aumentar a competitividade?
Como reter talentos?
Como desenvolver novos produtos e serviços?
Como agregar valor a empresa?
Como manter o fluxo de caixa?

Entre muitos outros questionamentos.

Por sua vez o colaborador criativo tem uma perspectiva diferente sobre sua ideia ou sua sugestão.
Ele a vê como um céu de brigadeiro, com sol, céu azul, brisa leve.  Ele visualiza o paraíso.
Acredita que sua ideia vai revolucionar a empresa, vai ser promovido e ganhar muita grana.

Estas duas perspectivas sobre o mesmo assunto, mudanças sugeridas pelas ideias apresentam claros contrapontos e visões diferenciadas da mesma realidade.
Sem um filtro entre os interesses e as prioridades de cada parte não serão atendidas.
Este é um típico exemplo para diferentes formas de ver a mesma situação. Este ruído na comunicação pode trazer divergências de interpretação para uma possível apresentação e desenvolvimento de uma  INOVAÇÃO.
Muitas vezes a nova ideia pode ser lida pelos gestores como uma inadequação dentro do planejamento estratégico da empresa, ou pode vir a ser um consenso no mercado. Tudo depende da abordagem e do momento que a sugestão é apresentada.
Do ponto de vista do colaborador, caso não seja imediatamente implementada e não lhe for  informado detalhadamente qual a posição da empresa perante sua sugestão, a perspectiva deste colaborador poderá gerar um conflito interno e provocar a desmotivação do funcionário.
Acredito que para se estabelecer a comunicação seja necessário vencer uma barreira linguística. Isto é, o colaborador deve ser orientado a produzir seu projeto de forma organizada e abordando os pontos prioritários, como orçamento do projeto, prazo de retorno, efetivo envolvido, recursos financeiros e humanos para o projeto. Assim esta barreira de comunicação será superada entre o empreendedor e o colaborador. Pois o empresário vê a ideia como uma serie de passos a serem realizados antes de vê-la sair do papel. E estes estando claros e definidos permitem a tomada de decisão.
Se possuirmos uma ferramenta que traduza estas duas formas de ver o mesmo assunto, nem uma das partes se sentirá em desvantagem.
Ela existe e encontra-se na Gestão de Inovação, onde as ideias são expostas, passando por uma seleção, sendo apresentada a direção da empresa, depois de diagnosticadas e formatadas em uma linguagem comum.
Acredito que treinar o colaborador a pensar e planejar antes de apresentar sua ideia, possa reduzir a insegurança de ambos, bem como trazer luz às propostas mais viáveis a serem desenvolvidas. Assim o pensamento do colaborador terá clareza perante os desafios que a empresa possui antes de desenvolver sua ideia, por mais simples que ela seja.
Evitando pré-julgamentos, que podem reduzir sua empatia pela empresa e desmotivar a criação de novas sugestões.
Esta possibilidade muitas vezes passa despercebida por ambos.
Penso que a Gestão de Inovação é um tradutor entre o empreendedor e o colaborador.

Ela apresenta de forma estética e rápida todo potencial criativo dos colaboradores e orienta ambas as partes para melhorar o dialogo. 

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