Vencendo as barreiras da Implantação da
Gestão de
Inovação
Frequentemente notamos nos processos de sugestões de
ideias em empresas, as dificuldades que podem causar alguma distorção de
comunicação entre o Criador da sugestão e a Administração da empresa, ligada a
apresentação da ideia. Isto ocorre por que
empresários são pessoas de negócios. Seu vocabulário e foco estão
direcionados para:
Como perpetuar o empreendimento?
Como construir
parceria com benefícios mútuos?
Como reduzir custos de produção para aumentar a
competitividade?
Como reter talentos?
Como desenvolver novos produtos e serviços?
Como agregar valor a empresa?
Como manter o fluxo de caixa?
Entre muitos outros questionamentos.
Por sua vez o colaborador criativo tem uma perspectiva
diferente sobre sua ideia ou sua sugestão.
Ele a vê como um céu de brigadeiro, com sol, céu
azul, brisa leve. Ele visualiza o
paraíso.
Acredita que sua ideia vai revolucionar a empresa,
vai ser promovido e ganhar muita grana.
Estas duas perspectivas sobre o mesmo assunto,
mudanças sugeridas pelas ideias apresentam claros contrapontos e visões
diferenciadas da mesma realidade.
Sem um filtro entre os interesses e as prioridades
de cada parte não serão atendidas.
Este é um típico exemplo para diferentes formas de
ver a mesma situação. Este ruído na comunicação pode trazer divergências de
interpretação para uma possível apresentação e desenvolvimento de uma INOVAÇÃO.
Muitas vezes a nova ideia pode ser lida pelos
gestores como uma inadequação dentro do planejamento estratégico da empresa, ou
pode vir a ser um consenso no mercado. Tudo depende da abordagem e do momento
que a sugestão é apresentada.
Do ponto de vista do colaborador, caso não seja
imediatamente implementada e não lhe for
informado detalhadamente qual a posição da empresa perante sua sugestão,
a perspectiva deste colaborador poderá gerar um conflito interno e provocar a
desmotivação do funcionário.
Acredito que para se estabelecer a comunicação seja
necessário vencer uma barreira linguística. Isto é, o colaborador deve ser
orientado a produzir seu projeto de forma organizada e abordando os pontos
prioritários, como orçamento do projeto, prazo de retorno, efetivo envolvido,
recursos financeiros e humanos para o projeto. Assim esta barreira de
comunicação será superada entre o empreendedor e o colaborador. Pois o
empresário vê a ideia como uma serie de passos a serem realizados antes de
vê-la sair do papel. E estes estando claros e definidos permitem a tomada de
decisão.
Se possuirmos uma ferramenta que traduza estas duas
formas de ver o mesmo assunto, nem uma das partes se sentirá em desvantagem.
Ela existe e encontra-se na Gestão de Inovação, onde
as ideias são expostas, passando por uma seleção, sendo apresentada a direção
da empresa, depois de diagnosticadas e formatadas em uma linguagem comum.
Acredito que treinar o colaborador a pensar e
planejar antes de apresentar sua ideia, possa reduzir a insegurança de ambos,
bem como trazer luz às propostas mais viáveis a serem desenvolvidas. Assim o
pensamento do colaborador terá clareza perante os desafios que a empresa possui
antes de desenvolver sua ideia, por mais simples que ela seja.
Evitando pré-julgamentos, que podem reduzir sua
empatia pela empresa e desmotivar a criação de novas sugestões.
Esta possibilidade muitas vezes passa despercebida
por ambos.
Penso que a Gestão de Inovação é um tradutor entre o
empreendedor e o colaborador.
Ela apresenta de forma estética e rápida todo
potencial criativo dos colaboradores e orienta ambas as partes para melhorar o
dialogo.
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