terça-feira, 12 de setembro de 2017

Desenvolvimento de Recursos Humanos


Desenvolvimento do Recursos Humanos

Este trabalho foi desenvolvido para o setor de atendimento ao consumidor, SAC, e tem como objetivo ampliar as perspectivas da conquista do prêmio relacionado ao Consumidor Moderno, mérito distintivo entre empresas que desejam se relacionar de forma direta, produtiva e contemporânea com seu público consumidor.
O projeto tem como motivação contribuir com os treinamentos e as estratégias utilizadas pelas organizações, no intuito aprimorar o desenvolvimento do RH, buscando evolução constante dos processos e melhoria contínua dos alinhamentos praticados por todos os setores da empresa.
O modelo de treinamento dinâmico desempenhado pelos supervisores e suas equipes estimulam a buscar informações sobre a psicologia que fundamenta a ciência motivacional, pois acredito que é um dos fatores de diferenciação das demais empresas na busca pela premiação supracitada.
Para tanto, apresento as conclusões apoiadas em práticas inovadoras de treinamento corporativo.
Contextualizar o conhecimento sobre a neurociência os atributos motivacionais humanos, sutilmente construídos pela natureza enquanto evoluíamos como espécie sociável e apoiar a melhoria da produtividade nos processos empresarias contemporâneos.
Durante a pesquisa deparamo-nos com estudos realizados pelo Economista Dr. Samuel Bowles,  PhD.  Pela Universidade Harvard
Suas pesquisas e conclusões detectaram qualidades associadas aos  padrões do comportamento humano e a dinâmica que orienta as decisões das equipes ou grupos sociais:

Um  pouco de História


Grupos de profissionais quando fortemente envolvidos em projetos internos e externos desenvolvem a competição entre times diferentes, relacionando estudos e dados arqueológicos e comparando com tribos  modernas de caçadores coletores, afirma o Dr. Bowles  que a formação de grupos solidários, algo semelhante ao comportamento de uma torcida de um time de futebol, por exemplo, propicia a formação de amizade coletiva interna e a inimizade externa.  Algo visível nos conflitos entre torcedores rivais ocorridos nos estádios de futebol e adjacências de seus nichos habitacionais.
Para objetivos competitivos em ambientes empresariais, devemos separar o comportamento que surge dos excessos e leva a agressão física, do comportamento civilizado que busca o melhor desempenho com treinamento de equipes.
Estas relações sociais tem origem no comportamento de primatas, nossos antepassados com origem superior a 200.000 anos. O Fato é que continuamos evoluindo, mas ainda conservamos atualmente muitas destas características daquela espécie, mesmo nas sociedades mais evoluídas e complexas.
Aqueles indivíduos associavam-se  em grupos por vários motivos. O mais evidente diz respeito à possibilidade de terem maiores chances de sobrevivência às ameaças, tanto de grupos rivais como de predadores. Além da constante luta por alimento e das disputas de poder político nos clãs, almejando a liderança.

Explica Samuel Bowles:


“ Quanto mais um grupo fica unido, mais ele consegue operar de forma intensa, coesa e portanto mais eficiente. Mas também é maior a tendência de ele compartilhar as mesmas atitudes com um grupo rival que passou paralelamente pelo mesmo processo. A variável aqui é a derrota ou vitória dos mais preparados, sendo esta a diferença entre triunfar e aprender com a derrota e evoluir.”
Samuel Bowles

"Charles Darwin estava errado"

             “Economista americano critica a teoria da evolução e diz que os seres humanos progrediram graças aos grupos mais altruístas.
Esta característica impressa em nosso DNA ancestral a qual gerencia nossas atitudes de grupo, são estudadas atualmente pela ciência  cognitiva que desenvolve  conhecimentos sobre os recursos humanos e leva a sério quase como um sacerdócio seu oficio.
Este conhecimento permite que entendamos as motivações dos profissionais atuando em equipe, pois ao regredir no tempo, antes mesmo da história começar a ser escrita, nos põe em contato  com os  neandertais e homo sapiens.
Os hominídeos desenvolveram estas características e passaram a diante  informações transcritas em seu DNA as quais chegaram a nós.
Ao investirmos tempo para compreender profundamente a engenharia que nos construiu, adquirimos a consciência dos motivos pelos quais agimos de determinada maneira, tanto em equipe como de forma particular na sociedade. No mundo contemporâneo este conhecimento é privilégio e se torna imprescindível para os lideres que buscam construir a receita do sucesso para suas empresas e seus projetos.
Quando notemos que havia nestas pesquisas um viés entre as novas descobertas da psicologia evolutiva de nossos parentes primatas com a administração corporativa, pensei  nas pessoas, nos setores onde desempenham suas funções e percebi que ali havia uma relação direta entre:
- O ambiente selvagem das florestas e as  savanas africanas de onde nossos ancestrais viveram, com os ambientes corporativos que habitamos no mundo de hoje.  
Segundo descobertas científicas os atuais desafios diários das cidades são semelhantes às tensões existenciais da pré-história.  
Ambas situações geram estresse. Ser perseguido por um animal selvagem, ou as pressões diárias nas empresas e trânsito congestionado tem o mesmo potencial para testar nossa capacidade de sobrevivência.
Nosso diferencial competitivo consiste em aplicar este conhecimento como ferramenta para desenvolvimento de campanhas motivacionais. E garantir a perpetuação de nossas empresas nos mercados da selva de pedra.
Para corroborar com a teoria do Dr. Samuel Bowles, uma  evidência  clara das relações que o ser humano possui com o poder associado aos grupos e equipes  é explicado confortavelmente pelo sucesso da copa mundial de futebol e as emoções despertadas pelos demais  esportes coletivos.  Além deste fato, outro atrativo é a fama, o glamour estampado por todas as mídias, elevando o status dos atletas a semideuses.
Algo semelhante às disputas pelo poder nos grupos de primatas que podemos estudar atualmente.
As campanhas publicitárias bilionárias, financiadas pela indústria de bebidas, bem como toda sorte de artigos esportivos e a pujança econômica das federações,  tem sua origem motivacional em nossos  antepassados, simples mamíferos, os irmãozinhos primatas.
Ao entender estes estudos sobre a força evolutiva, a análise motivacional com objetivo de  melhorar o desempenho dos grupos que competem, identifiquei uma forma de usar este conhecimento no projeto Consumidor Moderno.

O Método


Pensamos ser muito importante apresentar para as equipes de outras empresas ( Grupos Rivais), no seu processo de atendimento em seus nichos mercadológicos, servindo como aula didática e planejada pela equipe de multiplicadores como um 1º passo rumo ao envolvimento dos colaboradores no projeto.
Este fato por si só criará a imagem de eles e nós, ponto inicial para que se desenvolva o espírito de união do grupo.
Novamente a equipe responsável pela motivação deve buscar informações e exemplos de desempenho das empresas competidoras.
Tendo com objetivo mostrar as qualidades e os deslizes, os pontos positivos e aqueles que podem melhorar. Assim aprenderemos a avaliar e introjectar em nosso arranjo de critérios as observações pertinentes e aprimorar nosso desempenho, corrigindo nossas falhas a partir da perspectiva de atuação dos outros concorrentes.
A possibilidade de comparar estratégias e o desempenho de outras equipes constrói a rede de proteção fundamentada no estudo dos pontos fortes e fracos, nossos e das outras equipes. 
O mero fato de nossa espécie ser competitiva por natureza, movida pela vaidade, apoia o investimento em treinamento de cunho comparativo, pois este tipo de motivação é elaborada no inconsciente.  Esta realidade neurológica possibilita a investigação e utilização de métodos não ortodoxos para motivar nossas equipes.
Em se tratando de decisões que não temos controle pleno assim como a vaidade,  podemos citar a paixão. Paixões são estimuladas e mantidas pela química das dopaminas razão pela qual estes agentes de nossa psique também são foco de estudos para o desenvolvimento de RH.
Construir um grupo forte gera paixão, emoção produz as substâncias anteriormente faladas, todas as ações pensadas ou não, mas tratadas de forma pedagógica podem ser utilizadas na busca de objetivos.

A dinâmica dominante das equipes


A intermediação dos gestores dará a amplitude da energia que a empresa deseja investir neste projeto e a intensidade do treinamento. 
A liderança ao entender a importância do projeto, apresentará ao grupo a proposta e o projeto. Os atributos do líder serão fundamentais para  proporcionar envolvimento entre os profissionais associados  ao projeto, além de permitir a equipe sentir-se apta a responder ao desafio.
O ato de desenvolver o instinto competitivo consiste  em apresentar ao grupo as outras equipes das empresas envolvidas. Esta ação deve ser planejada e implementada com vistas a desenvolver o engajamento dos colaboradores na construção do espírito de grupo, pela busca da inspiração visando à conquista da distinção e excelência em Atendimento ao Consumidor. Isto permite ao conjunto de colaboradores Identificarem qual o diferencial pessoal e da equipe,  um dos  responsáveis pelo sucesso, confirmando que informações e exemplos de desempenho acima da média, motivam os concorrentes a melhorar suas performances.
A possibilidade de comparar estratégias, e observar o desempenho das equipes, constrói o time e sua rede de proteção fundamentada no estudo dos competidores.
Penso que o discurso do valor agregado que temos ouvido com mais frequência nestes últimos anos até a progressão salarial para determinados setores ligados diretamente a resultados, possua grande mérito. Além de estar atrelada ao objetivo almejado pela organização e da entrega de resultados planejados. Isto vai ao encontro do desejo de manter constante a  performance durante todo o ano e não apenas no período de avaliação do Consumidor Moderno.
Acredito que  Investir em treinamento para melhorar o desempenho dos colaboradores, melhore os processos, um ganho considerável para alinhar discurso a ação.
Outro sim, notamos que a maioria das informações que são utilizadas nos sistemas de gestão e controle,  estão efetivamente nas ferramentas atualizadas. Contudo existe uma serie de informações que não constam em procedimentos, mesmo sendo relevantes para que o trabalho dos colaboradores, mas se o envolvimento em projetos mostrar-se motivador,  possa melhora a qualidade e modernizar processos bem como as lacunas existentes.
Haja vista a grande  quantidade  recomendações apresentadas aos atendentes e por multiplicadores nos workshops de motivação, não constando nos procedimentos auditados. Estas foram ressaltadas como pontos de atenção para os operadores, sem que estes estejam relacionados nos procedimentos ou mesmo na forma de um simples print da tela como apoio de alinhamento.
Como melhorar estes pontos obscuros e transforma-los oportunidades de melhoria na pratica?
 A resposta está vinculada ao indivíduo que será a linha de frente, o colaborador.
Investir tempo nos protagonistas (funcionários) através de uma sistemática de DAR E RECEBER feedback mais frequente onde os lideres obterão informes importantes para aprimorar os processos  voltados para a construção do conhecimento necessário, fator de segurança psicológica para cada colaborador e para o próprio setor.
Este trabalho construirá uma base do conhecimento, capaz de orientar a gestão do conhecimento das atuais e futuras equipes,  permitindo a movimentação (job rotation) de colaboradores ou lideres internamente, sem prejuízo para o desempenho das atividades inerentes ao dia a dia.

Conclusão


Apresento a perspectiva de quem vê o setor de dentro do processo produtivo, bem como de quem interage com os colaboradores e tem a oportunidade de reconhecer os talentos internos. Entedemos que só o conhecimento aliado a métodos motivacionais criativos permitem a  conquista e continuidade dos resultados esperados.
Uma sugestão é a execução de um simpósio desenvolvido no formato de construção do conhecimento coletivo, apoiado nas dinâmicas que permitem a valorização dos potenciais intelectuais  e emocionais únicos, podem dar origem a procedimentos claros, objetivos  e auditáveis pelo sistema de Qualidade da contratante.
Na maioria das vezes as informações pouco utilizadas estão apenas na cabeça dos colaboradores mais antigos, e como nos últimos meses a maioria destes não faz mais parte do setor, por falta de investimento em retenção de talentos, algumas ações demoraram a ser executadas por falta deste tipo de memória.
É importante entendermos este momento de mudanças no quadro de colaboradores, de líderes, de processos e de sistemas como uma oportunidade para apresentarmos sugestões e construirmos procedimentos que contemplem também o conhecimento que está na cabeça dos colegas mais antigos.
Entendo que muito está sendo feito, porem os grupos de trabalho permanecem um pouco distantes dos atendentes da linha de frente. Por sua vez apresentando processos engessados e sem a colaboração dos protagonistas.
Os colaboradores necessitam fazer parte efetiva deste trabalho, não sendo apenas ferramentas, números no contexto, máquinas que não pensam apenas executam.
Experimentar a força da tribo; em nosso caso do grupo; sentir a energia de pertencer a um esforço coletivo para tudo que diz respeito à perpetuação da empresa a curto, médio e longo prazo é algo que motiva além das capacidades que atribuímos a nós mesmos.
Os limites são sempre superados quando desfrutamos desta emoção que gera sinergia.
Superação é uma palavra que para nossos ancestrais talvez não tivesse forma oral de expressá-la, contudo a ação que a representa é muito mais antiga que as atuais teorias administrativas. Os primeiros lideres certamente a utilizaram instintivamente.
O dom de liderar pelo exemplo, de ver além do momento presente fez a diferença para as primeiras reuniões de seres humanos.
Atualmente estudamos gestão de pessoas, governança de dados, ciência da computação, mas, são apenas termos criados para dar nome ao talento dos empreendedores que conduziram nossos ancestrais durante a evolução da humanidade até o tempo presente.
É nosso dever continuar a caminhada evolutiva aprimorando a nós mesmos, intelectual e moralmente, sem perder de vista quem faz a diferença. Os homens e mulheres, o maior recurso das empresas.


Sérgio L. L. Piecas -  06/04/2015.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Hoje dia 11 de setembro de 2017.

“ Inovação é um experimento ousado, porem os gestores devem vivenciá-lo sem arrogância em relação aos riscos inerentes. Implantar e manter providências como: um plano de ajustes culturais que promovam a busca do autodesenvolvimento coletivo. ”  Wau – 2015.


Já estamos há mais de 30 anos na economia do conhecimento.
A tecnologia nos arrebatou de tal forma que vem nos conduzindo a reboque sem nosso consentimento e produzindo um turbilhão de mudanças em todos aspectos de nossa vida.
Nossos cérebros que eram movidos a vapor no início do século XVIII, passaram a acelerar a explosão de combustíveis fósseis no século XIX e XX. Atualmente tentamos adaptá-lo a velocidade da luz a qual move nossos “smarts” equipamentos.
Todo humano que está vivo atualmente viu toda esta jornada. Alguns acompanharam de longe, outros tantos tentam cavalgar esta onda de forma obstinada, mas o que podemos concluir desta jornada é que ela é muito mais rápida que nossa capacidade de a absorver por completo.
A medida que tentamos descascar este fruto do conhecimento e vislumbrar sua essência, muitas outras camadas se sobrepõe e outras tantas já estão sendo adicionadas incessantemente.
O que nos resta é utilizar todos nossos sentidos e se possível a intuição para aproveitar a experiência de viver essa fase da história.
Penso que conservar a sanidade é um desafio diário, pois a maioria de nossas premissas e referências mudam tão rápido quanto o pôr e o nascer do sol, tão grande é o número de pessoas e pensamentos progressistas que existem, escrevem, fazem vídeos e tudo mais que é atualmente possível. Nossos conceitos referentes às práticas diárias que envolvem nosso lado profissional destoam em grande escala daquelas que foram as prioridades de nossos pais e dos pais de nossos pais anos luz. Sem a necessidade de recuarmos tanto no tempo encontramos divergências das práticas de nossa juventude enquanto estudantes e de nossos primeiros empregos até mesmo do último. Mesmo        que este último tenha sido a seis meses atrás.
Todos estes marcos psicológicos em nossa carreira, referente ao ambiente de trabalho bem como o trabalho o próprio trabalho em si, já estão desatualizados ou contraproducentes anualmente. Isto para todas as profissões.
Contudo, entendo que a sociedade produtiva é muito fatiada e mantem o equilíbrio entre o antigo e a novidade. Mesmo que a novidade seja diária, pois o planeta é imenso, tanto quanto a diversidade das pessoas que o habitam.
Nas próximas postagens aprofundo a inovação retrocedendo no tempo. Até mais.
Wau-2017.